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Mostrando postagens com o rótulo gestão

Branding e cultura de dentro para fora

  O tema de branding (construção de marcas) só conversa com executivos que olham para a empresa além do tempo e do lucro. Branding é sobre sustentabilidade do negócio e visão de longo prazo. É sobre vender a empresa além do produto. E em uma época em que o marketing é cada vez mais sobre autenticidade e conexão, não basta ter um bom produto. As marcas que realmente se destacam hoje têm algo em comum: elas são construídas de dentro para fora. Isso faz parte da cultura organizacional. É aí que tudo começa, do plano de negócios ao plano de marketing. A HP é um exemplo de cultura forte com seu famoso “HP Way”, que virou livro escrito pelo seu próprio fundador, David Packard. O “jeito HP” era mais do que uma lista de valores – era a essência da empresa, um compromisso com a inovação, respeito aos colaboradores e o desenvolvimento constante. Essa cultura fazia com que as pessoas dentro da HP se sentissem parte de algo maior, transformando a empresa em uma marca que as pessoas queriam seg...

Sobre jornalismo, marketing e uma das maiores tragédias do país

Eu não entendo de prevenção de desastres, gestão de crises e ações do governo, mas entendo de jornalismo e marketing. E sobre esses dois pontos, a história tende a julgar o que aconteceu esta semana no país.  Jornalismo: Não é a maior tragédia do estado, é uma das maiores tragédias do país, e as demais regiões do Brasil demoraram ou ainda não estão entendendo o tamanho dessa escala. E parte dessa culpa recai sobre a mídia. A nível nacional não houve plantão, a programação seguiu sua transmissão normal e pouca, muito pouca prestação de serviços. O fato foi comunicado apenas de maneira jornalística. Em tragédias, o jornalismo deixa de ser veículo de comunicação e passa a ser serviço público. Para não ficarmos apenas pensando em TV e rádio: eu assino uma newsletter diária de notícias que chega para milhões de pessoas em todo o país. No dia 2 de maio, a newsletter utilizou três linhas para comunicar sobre o Rio Grande do Sul. Três linhas. O jornalismo não é mais mecânico, e os termos,...

The Bear

Como anda a sua vida? Eu não faço ideia… A série O Urso (The Bear), produzida pela FX e disponível na Star+ é uma grata surpresa que aborda os sentimentos e necessidades humanas, e sua inevitável conexão com o trabalho, seja ele um local de fuga, de alívio ou de realização. Dentre as várias camadas que a série apresenta, a dinâmica interpessoal entre os funcionários do pequeno restaurante/lanchonete em Chicago, onde tudo acontece, é o que mais me pegou. Lá, podemos identificar várias personas convivendo naquele microcosmo que, em algum momento das nossas carreiras, já encontramos: a jovem prodígio e adepta ao novo, o chefe autoritário, o líder técnico mas sem tato para gestão, o profissional que resiste às mudanças, o funcionário de longa data que se vê obrigado a se reinventar. E a história não é sobre nenhuma delas, mas sobre todas elas ao mesmo tempo. Principalmente sobre a vida, as angústias e os desafios que cada um enfrenta depois que o uniforme é guardado no armário, demonstrand...

Aprendizagem x Experiência

Se você tivesse que optar entre uma enorme experiência na sua área ou uma vontade igualmente grande de aprender, qual escolheria? Para Stefan Hyttfors, futurista sueco, não há dúvidas em optar pela segunda opção. Afinal, os novos desafios do mundo pedem respostas para perguntas que ainda nem surgiram. Junto a isso, vem a imagem dos novos protagonistas para estes desafios, que constituem uma liderança sustentável, esta, baseada nos três pilares da sustentabilidade. Em meio as ótimas newsletters da The Shift, me deparei com um texto sobre Stefan Hyttfors, um autor e futurista sueco que debate as possibilidades e as necessidades de um olhar sustentável para o mundo e que destina parte dessa responsabilidade para as empresas e seus líderes. Para estes últimos dá-se o termo liderança sustentável, conectado a seus três aspectos fundamentais: ambiental, social e econômico. De acordo com Hyttfors, o líder de hoje que abraça o conceito de líder sustentável entende que é preciso se adaptar às mu...

Pep Guardiola: liderança e alta performance

All of nothing: Manchester City, disponível na Amazon Prime revela um pouco dos bastidores da histórica campanha do técnico espanhol em seu segundo ano no time inglês Recentemente assisti a série/documentário All or nothing: Manchester City. Que acompanha o time inglês durante a temporada de 2017/2018, quando conquistou o seu quinto título da Premier League, sendo o primeiro clube a superar o barreira com 100 pontos. O início dessa trajetória vitoriosa começou um ano antes com a contratação do treinador Pep Guardiola, vindo do Bayern de Munique. Ele comandou uma revolução no modo de jogar futebol do clube que exigiu uma enorme transformação para os jogadores. A série entrega um pouco dos bastidores sobre o modo que Guardiola usa para comandar sua equipe e os movimentos que o clube fez para adaptar investimentos e estratégia à forma de pensar do treinador.  Apesar de breve, apenas 8 episódios de, em média 45 minutos, o passeio entre vestiários, palestras de preparação para os jogos,...

Ted Lasso, liderança e gestão de equipes

  Série americana da Apple TV+ traz uma visão otimista sobre a sociedade e serve de perfeita alusão ao mundo dos negócios Não deixe se enganar pela trama básica de um treinador de futebol americano que viaja até a Inglaterra para assumir um time de futebol da Premier League sem conhecer nada do novo esporte. Ela é apenas um plano de fundo para uma história de relações humanas e trás questionamentos sobre o quão estamos acostumados a um único modo de ver a vida. Na série Jason Sudeikis vive o personagem título que tem como características um otimismo, carisma e bondade extremos. Ao chegar em seu novo trabalho se depara com um clima hostil entre os jogadores e grande segregação entre os astros do time, os demais jogadores, a equipe técnica e a direção. O curioso aqui é que diante deste cenário, a figura que mais nos causa estranheza é a de Lasso, e não do ambiente e das pessoas que encontra. Este é o primeiro sinal de que algo não está certo. A série persiste nesse paradigma colocand...

Confiança como elemento de valor para o negócio

Foi-se o tempo em que marcas precisavam de história e tradição para se mostrar relevantes ao consumidor.   Existe uma percepção errada no mundo do marketing de que confiança em marcas se constrói com o tempo. Passado. São vários os casos de empresas que conseguiram apresentar uma estratégia de posicionamento que as colocaram com certa rapidez no hall de grandes marcas. Isso, claro, se o produto ou serviço for bom e entregar valor ao consumidor. Sucos Do Bem e Nubank são dois exemplos de empresas novas e que viraram líderes de mercado em muito pouco tempo. AOC e Hyundai são empresas tradicionais que fizeram um reposicionamento e hoje também são referência em seus setores. Isso sem precisar entrar no segmento de tecnologia, que lança uma empresa tendência a cada semana.   Recente pesquisa da Intelipost junto ao site E-commerce Brasil revelou que para 40% dos respondentes, o elemento mais importante ao realizar uma compra online é a confiabilidade da marca. O resultado é quase o ...

Pequenos negócios precisam (cada vez mais) de marketing

  A primeira frase desse texto precisa deixar algo muito claro: marketing não é propaganda. E a segunda frase reforça que o conceito de marketing passa por um olhar ampliado sobre todas as esferas da empresa: da identidade visual, ao atendimento e todos os detalhes do produto ou serviço prestado. Todo o empreendedor faz marketing diariamente, mas talvez sem a percepção clara de como as suas ações implicam na construção de uma marca sólida. É uma construção empírica, vinda de um modelo educacional mais preocupado na formação de profissionais técnicos a empreendedores. Um risco, uma vez que além de todo o conhecimento absorvido para exercer a profissão, saber colocar um negócio na rua, mantê-lo funcionando e expandi-lo, são etapas que contém o mesmo nível de importância.  E cada vez mais percebemos um mercado inchado e com mais concorrência, o que exige do empreendedor uma atenção maior para como posicionar a sua marca. Costumo dizer que a qualidade técnica de um profissional...

Sobre originalidade e a última carta de Jeff Bezos aos acionistas

 No último dia 15 o até então CEO da Amazon, Jeff Bezos, escreveu sua última carta aos acionistas antes de deixar o cargo para assumir a função de Presidente do Conselho da empresa. Dentre as análises de números e visões de futuro ambiciosas, Bezos reservou para sua última mensagem o que talvez seja um dos segredos que trouxe a Amazon para a potência que é hoje: a diferenciação. Para justificar seu ponto ele recorre a biologia, e uma citação do livro O Relojoeiro Cego, de Richard Dawkins: “Protelar a morte é uma coisa que você tem que trabalhar. Abandonado a si mesmo - e assim é quando morre - o corpo tende a voltar ao estado de equilíbrio com o meio ambiente. Se você medir alguma quantidade, como a temperatura, a acidez, o conteúdo de água ou o potencial elétrico em um corpo vivo, normalmente descobrirá que é marcadamente diferente da medida correspondente nas redondezas. Nossos corpos, por exemplo, costumam ser mais quentes que o ambiente e, em climas frios, eles precisam trabalh...

Rebranding do Burger King: porque mudar uma marca, mesmo sabendo das reações negativas

 A virada do ano trouxe algumas mudanças de identidade visual para grandes marcas, desde mudanças mais modestas, como a Globo e a Pfizer, até uma mudança completa de branding, como foi o caso da GM e do Burger King. E é essa última que mais causou impacto e tem uma história interessante para falar. Antes é importante lembrar que a mudança de uma marca não representa apenas um ajuste de layout, mas sim um reposicionamento da empresa diante do mercado ou no mínimo, uma um formato de atualizar e dar uma cara mais contemporânea a empresa. E o Burger King é um dos casos que melhor exemplifica esse processo. O anúncio da nova marca causou certo estranhamento e dividiu opiniões. Basta olhar os comentários nos canais oficiais da marca. Em uma pesquisa rápida no meu Instagram, o resultado acompanhou o cenário: 55% não gostaram e 45% gostaram. Em uma primeira leitura, isso poderia significa um erro de execução, mas não é tão simples. É importante lembrar que a marca carrega consigo todo um p...

Marketing que cura

 Sim, estamos em 2020 e além de enfrentar uma das pandemias mais cruéis da história, recebemos de premiação o crescimento do movimento antivacina. Estes, os mesmos que no início do ano não acreditaram no vírus em si, depois nos métodos como combatê-lo, e agora, na cura. 2020 mostrou que até mesmo uma área tão essencial quanto a saúde, precisa se preocupar com o marketing, mesmo desenvolvendo o medicamento mais aguardando do mundo hoje. Prova disso é a convocação dos principais lideres políticos dos países para serem os primeiros a tomarem a vacina, como exemplo para a população.  Não o bastante, o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido vem convocando celebridades e influenciadores para que também tomem publicamente a vacina e debatam o assunto, no intuito de mostrar a população sua segurança e necessidade. Outros atores, como a própria OMS e o Conselho de Publicidade americano vem trabalhando nisso. Este último com uma campanha prevista em US$ 50 milhões, também com o intuit...