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A Cauda longa da internet

Cada vez mais surgem indícios de que a internet e principalmente as redes sociais, vem deixando de ser um espaço para multidões e se transformando em pequenas audiências (em alguns casos nem tão pequenas assim). A dúvida agora é como as marcas vão migrar para esse novo cenário. O ano era 2005, a internet se espalhava pelo mundo e com a chegada das redes sociais e dos e-commerces se torna parte da nossa vida. Era o surgimento da web 2.0 e de um novo canal de troca de experiências, opiniões e negócios. Tudo encaminhava para uma expansão desse conceito, e da internet trilhar seu próprio caminho para torna-se um local livre e global. Mas o cenário que temos hoje parece não seguir mais esses preceitos, e o que percebemos é um movimento maior para fugir das grandes discussões e uma busca por lugares e opções reservadas e que gerem uma aproximação maior do usuário com seus interesses ou daquilo que ele deseja. Os gigantes da tecnologia, ao perceber essa “fuga dos holofotes”, visível...

A lógica de marketing por trás da briga entre XP e Itaú

A intenção aqui não é analisar os interesses das empresas por trás das peças de propaganda, mas a forma e o posicionamento de ambas diante de uma estratégia de ataque, e que acaba revelando muito da sua cultura e valores. Antes de tudo é importante deixar claro duas informações: a primeira é que o Itaú tem 49% de participação da XP, o que em primeira análise leva a gerar especulações sobre um possível jogo de interesses ambíguo e de uma estratégia combinada. E a segunda, é que a propaganda que desencadeou tudo isso foi do Itaú Personnalité, que apesar de ser uma submarca do Itaú, tem público e comunicação totalmente diferentes da marca mãe. Devido à grande participação do Itaú na XP, é bem plausível que a corretora sabia sobre a estratégia de comunicação e de quando seria veiculada. Mas isso não deixa de ser pura especulação. O que acredito é que não houve interferência entre as gestões, e ambos vem jogando com as peças que tem. Sobre o histórico das marcas: A marca Pers...

Histórias de marketing para um futuro próximo

Diálogos para um futuro não muito longe Fecha os olhos e se imagine em um futuro não muito longe. Você está em casa com sua família relembrando seu passado e contando para seus filhos sobre como seus hábitos e rotinas mudaram tanto. Saudosista, você lembra do ano 2019, e daquelas situações bobas que te faziam perder um enorme tempo e que agora não existem mais. Como aquela passada no mercado ao final do expediente para pegar o pãozinho quente para o jantar. Da necessidade de agendar um mês antes uma consulta médica, pegar trânsito e filas para 10 minutos de conferência de exames, novas receitas e o agendamento da próxima. Daquele passeio no shopping para ver vitrines e quem sabe provar alguma peça e aquela passada rápida no banco para sacar dinheiro para alguma necessidade. - Porque você precisava de dinheiro, pai? Para quando saísse sem smartphone ou algum wearable? - Não filho. Alguns locais ainda não aceitavam nem cartão de crédito naquela época. Então às vezes era necessário. ...

Lei da oferta e procura e a sustentabilidade no mercado atual

O mercado diz que o cliente tem sempre a razão. Mas será mesmo que essa máxima é verdadeira? E que papel tem o marketing dentro de uma economia cada vez mais global e insustentável? Durante essa pandemia uma frase que não vou lembrar o autor rolou solta pela internet: “as pessoas estão comprando apenas o essencial e necessário e a economia está parando”. É obvio que a frase é muito oportunista e não reflete a realidade e gravidade do momento. Setores como turismo, serviços, cultura e lazer, por exemplo, que, apesar de não serem de primeira necessidade, tem fator importante na vida humana. Isso quem nos dizia era Maslow ainda na década de 50. Após atendermos nossas necessidades fisiológicas, tendemos, naturalmente a seguir em busca de novas realizações. Porém a frase também trás um fundo de verdade e que merece a reflexão. Será mesmo que a forma como consumimos produtos e serviços é, de fato, necessário e vem para atender algum os níveis de necessidades de Maslow? Quem dá ...

Consumismo em tempo de coronavirus

Esse tempo de quarentena vem trazendo boas discussões sobre o que é essencial ou não para as nossas vidas. Independente das empresas que seguem abertas e das que estão fechadas, vale um olhar pessoal para cada um de nós e perceber se, de fato, tudo o que temos em casa é justificável e faz algum sentido em nosso cotidiano, ou foram apenas impulsos externos que alimentaram um desejo de compra. Vivemos sobre a ótica de um mercado movido pelo crescimento a qualquer custo. A conta é simples, mais consumo reflete em mais crescimento econômico, que gera mais riqueza e permite as pessoas a consumir mais. A roda gira dentro do consumo, e quando uma situação como a que estamos vivendo agora impede essa roda de girar, temos o caos instaurado. Apenas por esse argumento é aceitável ver essa situação como um alerta e questionar se essa lógica faz sentido e aonde ela vai nos levar. A lei da procura e oferta é clara em sua concepção. Se eu tenho algo que muitos necessitam, nada mais justo que ...

Shakespeare e oito exemplos de como não se comportar como líder

São os momentos de crise que exigem o máximo das lideranças. E são estes mesmos momentos que transparecem as maiores fraquezas daqueles que estão a frente do poder. O atual presidente do Brasil mostra para todos o que não fazer em situações como esta.  A intenção aqui não é criar juízo de valor ou fazer uma análise política do que o presidente tem feito nos últimos anos. É um simples olhar sobre a ótica empresarial das ações que o principal governante do país vem executando desde que a crise do novo coronavirus foi implantada. É uma leitura de contexto simples e de pontos óbvios que qualquer empresa com o mínimo conhecimento de gestão já executa. Por fim, a questão não é acusar ou atacar o presidente, mas mostrar como suas atitudes não vem em nada cooperando com seu próprio governo e tomar de exemplo para que tais ações não se repitam. 1. Entenda o contexto onde a sua empresa está inserida Uma das principais falhas do principal chefe de estado do país foi negar a gravid...

Nosso mundo vai mudar

Algumas pessoas me intitulam como objetivo, realista e racional (até demais) nas minhas opiniões. E sim, é isso mesmo. Mas também nunca deixei de olhar o lado positivo dos cenários que enfrento. E não é diferente diante desse novo momento que se aproxima e que, provavelmente, será o maior desafio enfrentado pela humanidade nos últimos anos e décadas. Um desafio tão grande que pode mudar a forma como enxergamos e viveremos no nosso mundo. As recomendações já foram dadas e todos, espero, já sabem muito bem o que fazer para passar dessa. Particularmente os cuidados são muito simples e claros. A questão agora é entender e se adaptar ao novo cenário que nos vem sendo posto. Espero muito que esse novo momento sirva para nos trazer importantes lições de como estamos levando nossas vidas. Acredito que com o passar desse período, seremos pessoas melhores. O mundo pós Covid-19 pode trazer um futuro melhor, depende a forma como vamos interpretá-lo. Economicamente, talvez seja onde ocorram...