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Quem vende o seu produto é a sua marca

Quatro fatores importantes para a construção de uma marca sólida Na terceira temporada da série House of Cards, enquanto Claire Underwood organiza sua campanha para uma determinada disputa eleitoral recebe importantes dados de sua equipe de marketing. Segundo pesquisas com eleitores, a imagem da candidata com cabelos loiros se mostrou mais simpática ao público do que com cabelo escuro e, consequentemente, traria mais votos. O resultado da pesquisa faz Claire mudar não apenas a cor do cabelo como também suas roupas, expressões faciais, discursos, etc. Sim, somos totalmente influenciados pela imagem que criamos de algo, não apenas na política, mas em tudo, inclusive empresas. Quanto mais uma marca se mostrar empática e agradável, mais confiaremos e teremos abertura para ela. O exemplo dado na série é um típico teste A/B, cada vez mais comum e utilizando hoje em dia, principalmente em meios digitais. Porém, ter uma imagem empática e próxima ao seu público é apenas o primeiro pa...

Análise de caso – marca L’Or

Como a L’Or acertou em cheio na sua estratégia de marketing e precisou de “zero propaganda” para chegar a isso. Diferente do que muitos pensam (ainda), o marketing não está restrito apenas a propaganda de um produto. Uma estratégia de marketing bem construída perpassa praticamente por todas as etapas de desenvolvimento de um produto ou serviço, da concepção a sua morte. A entrada da L’Or no mercado brasileiro é um bom exemplo de como executar uma estratégia bem sucedida nas etapas prévias de produção até a chegada ao consumidor final. Veremos aqui algumas delas: Posicionamento: A marca está posicionada na categoria de cafés premium, e construiu toda a sua trajetória buscando uma aproximação com o público consumidor dessa categoria. Por se tratar de um mercado relativamente restrito, a empresa também destinou esforços para atrair novos adeptos e curiosos, ação justificada visto algumas de suas estratégias tomadas que veremos a seguir. Outro fazer relevante é a estratégia de ...

Intraempreendedores

Vem crescendo o número de pessoas que deixam as empresas para abrir seu próprio negócio. Junto a isso, as empresas reclamam da falta do um “espírito empreendedor” em seus funcionários. Não chegou a hora de unir empreendedorismo e carreira profissional? Entre as discussões sobre o futuro do trabalho, me chama a atenção o debate sobre como as empresas vão lidar com funcionários que tem planos de empreender e veem a carreira dentro da empresa como uma etapa de passagem para atingir seu objetivo. Não é regra, mas normalmente pessoas com características empreendedoras possuem habilidades profissionais que as empresas mais procuram. E se desfazer desses profissionais sempre gera grande trabalho e adaptações até encontrar novos profissionais para substituir. As empresas já caminham para conter esses funcionários oferecendo vantagens, recompensas e cargos mais atrativos. O Google, por exemplo, permite que 20% da jornada de trabalho de seus funcionários seja para trabalhos pessoais....

Diga-me como trabalhas, e te direi quem tu és

Existem formas e formas de chegar a um objetivo. Por isso acredito que além do resultado final, a jornada tem enorme importância no alcance das metas. Mas as novas empresas estão pensando nisso? Cada vez mais o mundo corporativo está mais volátil, incerto, ambíguo e complexo. A soma desses fatores faz com executivos e empreendedores tenham a sensação de estar em estado de alerta 24 horas por dia e transmitam essa sensação para seus times e equipes. Se por um lado, temos um grande crescimento de pessoas buscando equilibro entre a vida pessoal e profissional, do outro, parece que a busca sem limites pelo dinheiro que perseguia a geração X vem ganhando uma retomada alicerçada nos pilares da tecnologia e da exponencialidade. O mundo das startups é um exemplo disso. O estilo workholic está novamente sendo valorizado, a figura do chefe turrão é venerada e o tal do “no pain, no gain” é regra. Se não houver sacrifícios, não há celebrações. Sacrifícios hora ou não, ão de acontecer. Est...

Mais propaganda, menos vendedores

A evolução na forma de comprar, o empoderamento do consumidor e as várias opções de na hora de escolher um produto vem deixando a figura do vendedor B2C cada vez mais em desuso, e sendo substituída por aquela que antes mais o auxiliava: a propaganda.   Cena comum no final de mês nas empresas:  reunião na segunda-feira para atualizar a meta e o que falta até o dia 30. Proposta arrojada do supervisor para motivar a equipe. Dá para alcançar os 100% e se pá, chegar a 105%. Quem bater 110% tem bônus. Vídeo motivacional, grito de guerra e todo mundo sai, um pouco alucinado, um pouco ansioso. “Hoje o comércio do seu José vai precisar me ajudar a fechar o mês...”. Cenários como este, que ainda são comuns, tem boas chances de sumir em um futuro próximo. O marketing 3.0 vem invertendo a lógica do processo de vendas e cada vez mais é a marca que precisa encontrar o cliente. Se tempos atrás a frase “produto bom se vende sozinho”, dava a entender que a propaganda em si não er...

Menos controle, mais gestão

Quatro motivos que vem levando as empresas a revolucionar o modo de gerir seus funcionários Teve um tempo em que essas palavras eram praticamente sinônimos. Gestão era confundida com controle e ordens. O termo gestor nem existia. Era chefe mesmo. A gestão inclusive só era vista atrelada a hierarquia da empresa. Qualquer vínculo diferente a este corria sérios riscos de causar conflito entre área. Os tempos mudaram e atualmente a gestão “moderna” se mostra muito mais preocupada com autonomia e confiança do que qualquer outro aspecto. Muito porque é cada vez mais comprovado que esses dois fatores resultam em um melhor desempenho das equipes e mais performance das mesmas. Essa nova forma de gerir equipes só é possível pelo claro amadurecimento das instituições e da própria sociedade, o que gerou consequências no tratamento que as empresas oferecem ao seu corpo de funcionários. Cito aqui quatro deles: O primeiro é a evolução do departamento de Recursos Humanos, antes preocupad...

Pesquisas de mercado: cuidado com relatórios aleatórios

Você gasta uma grana com pesquisa de campo, organiza o grupo focal, agenda várias entrevistas individuais e depois de todas essas etapas, recebe os resultados e parte para uma análise interna e particular dos dados. Perigoso! A etapa mais importante de uma pesquisa de mercado ou de qualquer ação de análise externa é a tradução dos dados, e isso necessariamente precisa ser feito por algum profissional da área e imparcial ao processo. É comum vermos empresas recebendo relatórios e pesquisas de terceiros e colocando seus próprios filtros sobre os resultados. Ao mesmo tempo que valer-se destas informações seja de extrema importante para um acompanhamento do mercado como um todo, elas se mostram igualmente perigosas se não lidas de maneira correta. Muitos destes relatórios inclusive pecam em entregar os números sem informar em suas páginas os dados exploratórios da pesquisa (período, faixa etária, renda, sexo...), a forma como foi conduzida (pesquisa de rua, telefone, e-mail...), a...