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Mais propaganda, menos vendedores

A evolução na forma de comprar, o empoderamento do consumidor e as várias opções de na hora de escolher um produto vem deixando a figura do vendedor B2C cada vez mais em desuso, e sendo substituída por aquela que antes mais o auxiliava: a propaganda.   Cena comum no final de mês nas empresas:  reunião na segunda-feira para atualizar a meta e o que falta até o dia 30. Proposta arrojada do supervisor para motivar a equipe. Dá para alcançar os 100% e se pá, chegar a 105%. Quem bater 110% tem bônus. Vídeo motivacional, grito de guerra e todo mundo sai, um pouco alucinado, um pouco ansioso. “Hoje o comércio do seu José vai precisar me ajudar a fechar o mês...”. Cenários como este, que ainda são comuns, tem boas chances de sumir em um futuro próximo. O marketing 3.0 vem invertendo a lógica do processo de vendas e cada vez mais é a marca que precisa encontrar o cliente. Se tempos atrás a frase “produto bom se vende sozinho”, dava a entender que a propaganda em si não er...

Menos controle, mais gestão

Quatro motivos que vem levando as empresas a revolucionar o modo de gerir seus funcionários Teve um tempo em que essas palavras eram praticamente sinônimos. Gestão era confundida com controle e ordens. O termo gestor nem existia. Era chefe mesmo. A gestão inclusive só era vista atrelada a hierarquia da empresa. Qualquer vínculo diferente a este corria sérios riscos de causar conflito entre área. Os tempos mudaram e atualmente a gestão “moderna” se mostra muito mais preocupada com autonomia e confiança do que qualquer outro aspecto. Muito porque é cada vez mais comprovado que esses dois fatores resultam em um melhor desempenho das equipes e mais performance das mesmas. Essa nova forma de gerir equipes só é possível pelo claro amadurecimento das instituições e da própria sociedade, o que gerou consequências no tratamento que as empresas oferecem ao seu corpo de funcionários. Cito aqui quatro deles: O primeiro é a evolução do departamento de Recursos Humanos, antes preocupad...

Pesquisas de mercado: cuidado com relatórios aleatórios

Você gasta uma grana com pesquisa de campo, organiza o grupo focal, agenda várias entrevistas individuais e depois de todas essas etapas, recebe os resultados e parte para uma análise interna e particular dos dados. Perigoso! A etapa mais importante de uma pesquisa de mercado ou de qualquer ação de análise externa é a tradução dos dados, e isso necessariamente precisa ser feito por algum profissional da área e imparcial ao processo. É comum vermos empresas recebendo relatórios e pesquisas de terceiros e colocando seus próprios filtros sobre os resultados. Ao mesmo tempo que valer-se destas informações seja de extrema importante para um acompanhamento do mercado como um todo, elas se mostram igualmente perigosas se não lidas de maneira correta. Muitos destes relatórios inclusive pecam em entregar os números sem informar em suas páginas os dados exploratórios da pesquisa (período, faixa etária, renda, sexo...), a forma como foi conduzida (pesquisa de rua, telefone, e-mail...), a...

Habilidades do futuro para funcionários do presente

Tenho certeza que você já deve ter lido inúmeros textos, palestras e cursos falando sobre as habilidades necessárias para o futuro do mercado de trabalho. Também tenho certeza que a pessoa que falava desse assuntou citou habilidades como a flexibilidade, trabalho em equipe e a inteligência emocional. E mais certeza ainda que ao final de tudo, toda essa conversa te deixou ainda mais confuso e agoniado sobre o que precisa desenvolver. Isso ocorre porque olhamos muito a situação de fora para dentro. Partimos da visão do que o mercado exige e, a partir dessa constatação, como faço para me adaptar. Do ponto de vista de diagnóstico de cenários, é uma leitura fantástica. Porém, para aquele que buscou a informação como aperfeiçoamento pessoal, nem tanto. O modo de ver o cenário se altera e, ao invés de correr atrás de tudo que falta, você compreende o que já entrega com competência e busca a melhora naquilo que pode evoluir. O motivo é que para este, as duas constatações percebidas,...

Porque os bons resultados do Brasil no Pan-Americano de Lima são um péssimo sinal de gestão

Falta de cuidado com os gastos públicos e investimentos mal direcionados não trazem boas perspectivas para o futuro dos esportes olímpicos no país. Má gestão e falta de uma visão de longo prazo agravam ainda mais a situação.   Neste domingo encerrou a 18ª edição dos Jogos Pan-Americanos, realizados em Lima, no Peru. O evento ficou marcado pela melhor participação do Brasil na história dos Jogos, superando o resultado de 2007, quando foi realizado no Rio de Janeiro. Apesar do impactante número, um olhar mais aprofundado sobre a situação do esporte nacional mostra que o resultado pode ser uma miragem, frente a uma situação preocupante que o Brasil enfrenta a muito tempo. É importante lembrar que nos últimos anos o país foi sede dos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, da Copa das Confederações em 2013, da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, também realizado no Rio de Janeiro. Tais eventos esportivos de proporção mundial deram ao Minist...

Descentralização, autonomia e colaboração

Um tema muito discutido ultimamente é sobre as habilidades que o profissional do futuro deverá aprender ou desenvolver para garantir seu lugar de trabalho frente aos avanços tecnológicos e ao futuro incerto nas empresas. Se sobre as habilidades individuais encontramos grandes debates, pouco é visto sobre as maneiras de gerir e envolver esses novos profissionais dentro do mercado de trabalho. Sob meu olhar, destaco três características que contribuem para equipes mais produtivas e flexíveis e um maior engajamento dos funcionários frente aos desafios da companhia: Autonomia: é cada vez mais claro que a função do gestor está muito mais em desenvolver as potencialidades individuais de seus funcionários e criar espaço para que o time possa construir sem empecilhos. Para isso, ter a garantia da autonomia para cada área e colaborador é fator obrigatório para o sucesso. Sai de cena a imagem do líder decisor e com o poder do conhecimento e ganha espaço a ideia do líder servidor e envo...

Os desafios e a importância de um planejamento estratégico claro e aberto.

Parece simples, mas ter definido claramente qual o rumo que sua empresa está tomando é uma das decisões mais importantes no quesito de um crescimento sustentável para o negócio, como também financeiramente. Entendo que um planejamento estratégico empresarial bem construído, depois dos valores e princípios institucionais, é o que de mais importante uma empresa guarda. É ali que estão os direcionamentos para todos os recursos e ações que todos os funcionários executarão nos próximos meses ou anos. O peso que aquelas palavras possuem é enorme. Porém, de nada vale toda essa construção se ela não é compreendida e entendida pela equipe. Muitas empresas tem a prática de guardar o planejamento estratégico escondido a sete chaves e de acesso apenas do alto escalão. Erro grave. Quanto mais claro, construtivo e aberto, mais ele será absorvido e compreendido pela equipe, e consequentemente, pelos clientes. Nos tópicos abaixo, justifico parte do meu pensamento e destaco ações necessária para ...