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Habilidades do futuro para funcionários do presente

Tenho certeza que você já deve ter lido inúmeros textos, palestras e cursos falando sobre as habilidades necessárias para o futuro do mercado de trabalho. Também tenho certeza que a pessoa que falava desse assuntou citou habilidades como a flexibilidade, trabalho em equipe e a inteligência emocional. E mais certeza ainda que ao final de tudo, toda essa conversa te deixou ainda mais confuso e agoniado sobre o que precisa desenvolver. Isso ocorre porque olhamos muito a situação de fora para dentro. Partimos da visão do que o mercado exige e, a partir dessa constatação, como faço para me adaptar. Do ponto de vista de diagnóstico de cenários, é uma leitura fantástica. Porém, para aquele que buscou a informação como aperfeiçoamento pessoal, nem tanto. O modo de ver o cenário se altera e, ao invés de correr atrás de tudo que falta, você compreende o que já entrega com competência e busca a melhora naquilo que pode evoluir. O motivo é que para este, as duas constatações percebidas,...

Porque os bons resultados do Brasil no Pan-Americano de Lima são um péssimo sinal de gestão

Falta de cuidado com os gastos públicos e investimentos mal direcionados não trazem boas perspectivas para o futuro dos esportes olímpicos no país. Má gestão e falta de uma visão de longo prazo agravam ainda mais a situação.   Neste domingo encerrou a 18ª edição dos Jogos Pan-Americanos, realizados em Lima, no Peru. O evento ficou marcado pela melhor participação do Brasil na história dos Jogos, superando o resultado de 2007, quando foi realizado no Rio de Janeiro. Apesar do impactante número, um olhar mais aprofundado sobre a situação do esporte nacional mostra que o resultado pode ser uma miragem, frente a uma situação preocupante que o Brasil enfrenta a muito tempo. É importante lembrar que nos últimos anos o país foi sede dos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, da Copa das Confederações em 2013, da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, também realizado no Rio de Janeiro. Tais eventos esportivos de proporção mundial deram ao Minist...

Descentralização, autonomia e colaboração

Um tema muito discutido ultimamente é sobre as habilidades que o profissional do futuro deverá aprender ou desenvolver para garantir seu lugar de trabalho frente aos avanços tecnológicos e ao futuro incerto nas empresas. Se sobre as habilidades individuais encontramos grandes debates, pouco é visto sobre as maneiras de gerir e envolver esses novos profissionais dentro do mercado de trabalho. Sob meu olhar, destaco três características que contribuem para equipes mais produtivas e flexíveis e um maior engajamento dos funcionários frente aos desafios da companhia: Autonomia: é cada vez mais claro que a função do gestor está muito mais em desenvolver as potencialidades individuais de seus funcionários e criar espaço para que o time possa construir sem empecilhos. Para isso, ter a garantia da autonomia para cada área e colaborador é fator obrigatório para o sucesso. Sai de cena a imagem do líder decisor e com o poder do conhecimento e ganha espaço a ideia do líder servidor e envo...

Os desafios e a importância de um planejamento estratégico claro e aberto.

Parece simples, mas ter definido claramente qual o rumo que sua empresa está tomando é uma das decisões mais importantes no quesito de um crescimento sustentável para o negócio, como também financeiramente. Entendo que um planejamento estratégico empresarial bem construído, depois dos valores e princípios institucionais, é o que de mais importante uma empresa guarda. É ali que estão os direcionamentos para todos os recursos e ações que todos os funcionários executarão nos próximos meses ou anos. O peso que aquelas palavras possuem é enorme. Porém, de nada vale toda essa construção se ela não é compreendida e entendida pela equipe. Muitas empresas tem a prática de guardar o planejamento estratégico escondido a sete chaves e de acesso apenas do alto escalão. Erro grave. Quanto mais claro, construtivo e aberto, mais ele será absorvido e compreendido pela equipe, e consequentemente, pelos clientes. Nos tópicos abaixo, justifico parte do meu pensamento e destaco ações necessária para ...

Conheça o público para quem você vende

Não, seu público não são homens e mulheres de 20 a 60 anos das classes A,B e C. É percebível cada vez mais que as características sócio demográficas, apesar de ainda importantes, vem dando espaço a hábitos, gostos e características pessoais das pessoas. Um homem casado de 35 anos pode ter as mesmas preferências de uma mulher solteira de 25 que pode se identificar com uma divorciada de 45 com filhos. Isto se dá muito pela disposição da nossa atual sociedade, cada vez mais diversificada, plural e aberta. Há 30 anos o padrão de vida para um consumidor da classe média era bastante lógico e dificilmente fugiria do processo de tentar uma faculdade, conseguir um emprego, casar e ter filhos. Junta-se a isso o sonho da casa própria, de preferência com garagem para o carro. Esse processo, além de ser o único possível e até aceito socialmente, fazia referência a parcela da população que realmente importava economicamente. Uma vez que as classes mais baixas dificilmente possuíam perspect...

Vingadores Ultimato: sobre tempo, heroísmo e a importância do fim

*Texto com SPOILERS O cinema cumpre várias funções como arte cinematográfica: retratar a realidade, construir sonhos, provocar, refletir ou apenas divertir. No entanto existe um objetivo que é único por trás de qualquer obra: emocionar as pessoas. E essa emoção só acontece quando existe alguma forma de envolvimento entre você e a representação que está assistindo. Quando a Marvel lançou o primeiro filme do Homem de Ferro em 2008 e inaugurou seu universo ficcional no cinema, as emoções ficavam mais no caráter cômico da história e da fantasia de acompanhar a construção de um herói. Na verdade, essa lógica sempre acompanhou os demais filmes da produtora. Ao todo foram 22 filmes que em sua maioria introduziram novos heróis e histórias. A cada filme lançado entrávamos no mundo daquele personagem e ficávamos mais próximos deles. Toda essa construção levou onze anos, e é o peso de todos esses anos e de dezenas de personagens que este filme carregava nas costas. Por isso, antes m...

After Life

Em tempos de acúmulo de conteúdo, séries com durações menores de tempo vem surgindo e ganhando espaço nos catálogos dos principais serviços de streaming. No início olhei esse movimento com desconfiança. Uma nítida adaptação focada em trazer público com certeza resultaria na diminuição da qualidade do conteúdo. Bom, não é o que vem acontecendo. E refletindo melhor, seria um movimento natural do entretenimento e do nosso mundo atual. Até porque a própria qualidade vinha sendo questionada nas tradicionais séries de 10 capítulos, todos de 45 minutos, justamente por estender a história para esta “caber” no formato tradicional. Era um modo de pensar antigo. Mesmo com o streaming quebrando a dependência de uma programação, o modelo episódico e temporal ainda era seguido. Nesse novo momento, percebido que essa dependência poderia ser estendida a outras instâncias, a criatividade de roteiristas e produtores novamente floresceu. Os episódios não precisam necessariamente ter o mesmo tempo...