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Sobre o tempo

Tenho uma paixão que é de conhecimento geral: o cinema. E tenho um arquirrival que bloqueia meus antigos encontros semanais (houve épocas que diários) com a sétima arte: o tempo (ou melhor dizendo, a falta dele). Cansado de procurar espaços em agendas cada vez mais cheias, busquei uma solução para uni-los. Algo que não me alienasse do cinema, mas que também não consumisse todo o meu tempo. A solução encontrada foi simples e prática: curtas-metragens. Pílulas cinematográficas de 5 a 10 minutos que envolvem boa parte da essência que os filmes proporcionam.                 Quisera o destino que uma das primeiras películas que assisti tratava do assunto que foi o motivo da minha vinda ao mundo dos curtas: o tempo. E é sobre ele que me debruço durante esse texto. O curta em questão chama-se Contre Temps , uma produção francesa de 2012 produzida pela Supinfocom, uma das mais respeitadas escolas de an...

A humanidade é desumana

Fazia tempo que queria escrever um texto que falasse sobre humanos. Para mim é um tema recorrente. Tão recorrente que, há muito tempo, cheguei a criar um pensamento filosófico (bem piegas) falando sobre isso. O nome era “humanismo” escrevia sobre a forma como o mundo é mundo, como chegamos onde estamos e o custo (material e pessoal), que custo para chegarmos a “civilização moderna”.                 Tentei criar um pensamento regressivo, onde todos agissem como pensassem, abdicassem de males como a ganância e a ambição e partirem de encontro à humildade e o cooperativismo. Utopia pura! Mas na minha cabeça inocente acreditava que sim, era possível reescrever um pouco da história. Ora, não é só de males que vive o mundo. Ainda acredito profundamente que existem pessoas de bem, que lutam por um mundo melhor e veem isso, não como forma de status ou “boa ação” (expressão incoerente e falsa essa “boa ação”). ...

Magnólia

Resolvi filosofar sobre cinema! Tirei três horas do feriado para rever Magnólia. Em minha opinião, um dos mais belos filmes que já produzidos. O filme é de 1999, tem a direção de Paul Thomas Anderson e um elenco cheio de estrelas. É formado basicamente de histórias e diálogos. Na primeira vez que o vi, o filme já me ganhou. Tanto que, na época, comprei uma fita VHS para tê-lo em casa. Na verdade duas, pois os 168 minutos do longa não eram suficiente para a tecnologia da época. Assim como toda a riqueza do filme não é possível de ser captada assistindo apenas uma vez.                 Dentre suas dezenas de metáforas e reflexões, dois temas seguem sendo os que mais me prendem atenção: perdão e arrependimento. Em Magnólia acompanhamos o desenrolar de um dia na vida de seus nove protagonistas durante etapas difíceis que vem enfrentando. Durante essas 24 horas muitos chegarão ao seu limite, ao estágio f...

Sol

Sol, estrela mínima de um universo máximo; Sol, Estrela máxima De um planeta mínimo; Vida de quem aqui vive Morte de quem aqui padece, Sol que alimenta a vida Vida que se alimenta de Sol Sol que faz da minha vida, o motivo da minha vida ter Sol Sol, tenha um bom dia de Sol

O que você faz pra ser feliz?

A ideia é batida, mas ficou ótima! No marketing, remeter uma marca a sentimentos comuns para todos é estratégia para aproximar o cliente do estabelecimento, criar uma relação familiar e de ligação por empatia. Aqui no Sul o Zaffari faz isso melhor do que ninguém. A ideia de associar uma propaganda de televisão à felicidade ou ao bem estar dos clientes está virando tendência para as grandes empresas. A Coca Cola e a Unilever são campeãs nisso. Mas a campanha lançada na última semana pelo Pão de Açúcar tem seu charme a mais. Primeiro por que a companhia sempre se preocupou em voltar sua marca para a qualidade de vida e sustentabilidade, ou seja, não é uma ação passageira, o GPA vem seguindo esses dizeres a um bom tempo. Segundo, por associar o comercial a um fenômeno da internet e de simpatia, Clarice Falcão, que dá voz a musica e cria um tom leve e divertido à peça. E terceiro, e mais importante, por que ela é só parte de um projeto de comunicação institucional do Grupo, que desde...

A arte de contar histórias

É interessante notar como o diálogo e a conversa acrescentam em nosso conhecimento. Muito da sabedoria que adquirimos vem da interação social, da troca de experiências e das histórias contadas. É por esse motivo que aquela troca de ideias durante o intervalo, a discussão sadia entre amigos e os brainstorms das reuniões tem o seu valor ressaltado. Até mesmo um livro, um jornal, um programa de tv ou um filme são formas de dialogar com a opinião que o seu idealizador busca transmitir.                 Falar de diálogo para uma empresa que conta com mais de quinhentos vendedores, parece “chover no molhado”, mas é interessante notar como esse diálogo é incessante e como uma coisa tão simples como a fala, vem se alterando significativamente com o tempo. E se a conversação muda com o tempo, o que dizer do modo de vender?                 H...

Adeus cinema nacional

Para quem ama cinema, dói mais que um soco na boca do estômago. É a perda de uma inútil esperança que ainda era mantida acesa, de um olhar otimista para o um futuro não tão distante. Nas últimas semanas jornais do Brasil inteiro destacaram a situação absurda que vive o polo cinematográfico de Paulínia, cidade do interior paulista. Um investimento com recursos públicos que chegaram a 490 milhões de reais. O estopim deu-se ontem, em matéria divulgada pelo CQC, em TV aberta por meio do quadro Proteste Já. Lembro quando as primeiras e animadoras notícias chegavam junto com a inauguração do espaço, há cinco anos. Manchetes diziam que Paulínia se transformaria na Hollywood brasileira, o polo seria o maior da América Latina (e foi) e alavancaria as produções nacionais para um reconhecimento internacional. Além disso, geraria empregos, seria cento de estudos, formaria diretores, roteiristas, atores, e alimentaria a cultura se não fosse o país, ao menos de uma cidade. Nada disso...