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A fronteira entre propaganda e entretenimento

Caminhamos para um mundo cada vez mais conectado e aberto, que nada faz lembrar a então realidade vivida antes do surgimento da internet. Lembram? Onde a única forma de comprar roupas era ir até a loja e ainda se vendiam enciclopédias de porta a porta. Hoje, por incrível que pareça, ainda tem muita empresa querendo vender essas enciclopédias, mas cada vez mais as portas estão fechadas. Não por falta de educação, mas simplesmente porque tem coisa muito melhor para fazer. O mundo das enciclopédias era um mundo linear. Onde a estratégia de vendas, de certa forma, não envolvia muito mistério e contava com uma concorrência controlada. Naquele tempo ou você comprava uma enciclopédia, ou não teria conhecimento. Hoje, dificilmente um negócio vai existir por muito tempo sem players disputando este espaço. E mesmo que não existam, a competição não é necessariamente entre concorrentes, mas com qualquer forma de entretenimento que dispute o tempo do consumidor. Não à toa que o fundador da Netflix,...

Vocês estão curtindo o BBB?

Eu olhei uma vez por causa do Nego Di (kkkk), mas foram os outros temas que por lá circulam que chamaram a atenção. Tá rolando uma discussão sobre a nossa atual sociedade muito forte lá dentro. Até o momento ambos os lados estão errados. Tanto o culpado, quanto quem está julgando o culpado. Só que tem muita gente aproveitando essa confusão para atacar o politicamente correto e determinadas militâncias. Errado. Todo esse debate só mostra o quão difícil é conviver com diferenças, justamente porque nunca foi feito antes, ou porque as minorias nunca tiveram vozes, ou então ficavam caladas. Essa é talvez a edição mais diversificada da casa. E por isso mesmo conectar essas visões de mundo tão distantes se mostre tão desafiador. A nossa sociedade está bem doente. Mas a cura pra todo esse conflito definitivamente não está em criar mais conflito, mas em entender e saber dialogar com cada lado. E quem fez isso muito bem lá dentro foi o Projota. Procura a conversa dele com um dos participantes. É...

A Ambev está reinventando a forma como fazemos comunicação

 A Ambev é uma empresa brasileira detentora das principais marcas de bebidas do país e também do mundo, como Skol, Brahma, Budweiser, Stella Artois, Guaraná Antarctica entre outras. Mas isso você já deve saber. E se não sabia, descobriu nesse ano que passou. Seja pelas doações de álcool gel, pela mídia com campanhas publicitárias ou até mesmo dentro de músicas sertanejas. A Ambev é quem melhor faz marketing no Brasil atualmente, e tem muito o que falar sobre suas ações. A Ambev é a quarta maior empresa do Brasil em valor de mercado (R$ 201 bi) e a sexta empresa que mais gasta com publicidade no Brasil (Meio & Mensagem). Skol e Brahma são respectivamente a terceira e quarta marcas mais valiosas do país (Interbrand). Isso é para não deixar dúvidas do tamanho e da capacidade de investimento da empresa. E apesar de todo esse tamanho, depois de 20 anos, as marcas da Ambev não vão mais patrocinar o futebol da maior empresa de mídia do país, a Globo. O valor anual investido pela Ambev...

Rebranding do Burger King: porque mudar uma marca, mesmo sabendo das reações negativas

 A virada do ano trouxe algumas mudanças de identidade visual para grandes marcas, desde mudanças mais modestas, como a Globo e a Pfizer, até uma mudança completa de branding, como foi o caso da GM e do Burger King. E é essa última que mais causou impacto e tem uma história interessante para falar. Antes é importante lembrar que a mudança de uma marca não representa apenas um ajuste de layout, mas sim um reposicionamento da empresa diante do mercado ou no mínimo, uma um formato de atualizar e dar uma cara mais contemporânea a empresa. E o Burger King é um dos casos que melhor exemplifica esse processo. O anúncio da nova marca causou certo estranhamento e dividiu opiniões. Basta olhar os comentários nos canais oficiais da marca. Em uma pesquisa rápida no meu Instagram, o resultado acompanhou o cenário: 55% não gostaram e 45% gostaram. Em uma primeira leitura, isso poderia significa um erro de execução, mas não é tão simples. É importante lembrar que a marca carrega consigo todo um p...

Os 20 melhores filmes de 2020

  A lista mostra os filmes assistidos em 2020, não necessariamente lançados. Excluídos filmes anteriores a 2019. A nota é sempre feita após o filme ser assistido e o ranqueamento baseado nela. Ou seja, é uma percepção direta e imediata, no máximo 24 horas após o filme ser visto. 10- Pacarrete (2019), de Allan Deberton O melhor filme do Festival de Cinema de Gramado de 2019 é encantador. Composto por uma história simples, irreverente e ao mesmo tempo tão comum ao Brasil. Marcélia Cartaxo está excepcional e o seu final é memorável. 9- Perdi meu corpo (2019), de Jéremy Capin Uma animação com uma trama peculiar mas que aborda aspectos da existência humana profundos e difíceis de serem debatidos. A história incomoda um pouco, mas é proposital. O objetivo é desconfortar quem assiste, e o objetivo é alcançado. 8- La Frontera (2020), de David David Outra linda surpresa e Gramado. Esse filme colombiano se prende na relação de três indivíduos com personalidades opostas e presos a uma ún...

Marketing que cura

 Sim, estamos em 2020 e além de enfrentar uma das pandemias mais cruéis da história, recebemos de premiação o crescimento do movimento antivacina. Estes, os mesmos que no início do ano não acreditaram no vírus em si, depois nos métodos como combatê-lo, e agora, na cura. 2020 mostrou que até mesmo uma área tão essencial quanto a saúde, precisa se preocupar com o marketing, mesmo desenvolvendo o medicamento mais aguardando do mundo hoje. Prova disso é a convocação dos principais lideres políticos dos países para serem os primeiros a tomarem a vacina, como exemplo para a população.  Não o bastante, o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido vem convocando celebridades e influenciadores para que também tomem publicamente a vacina e debatam o assunto, no intuito de mostrar a população sua segurança e necessidade. Outros atores, como a própria OMS e o Conselho de Publicidade americano vem trabalhando nisso. Este último com uma campanha prevista em US$ 50 milhões, também com o intuit...

Resolver o problema do cliente não é garantia de sucesso

É comum hoje em dia dizer que para abrir um negócio você precisa resolver um problema ou apresentar uma solução melhor do que aquela que o mercado já oferece. É um fato, mas não é a resposta completa. Junto a resolução do problema em si, existem outras etapas cruciais que definem se um produto ou serviço vai ganhar mercado ou não, e ambas dependem de um olhar de marketing para o negócio. Faça um teste: quando estiver em uma situação em que precise de uma solução mais prática, ou pensou em algo que ajudaria no seu dia a dia, tente dar um google. Provavelmente essa solução já existe. A toda hora inúmeras boas ideias de negócios são criadas e prototipadas, das quais a minoria avança até o estágio de ser comercializada e virar de fato uma mercadoria ou serviço. O mercado é acirrado e concorrido, e, ao menos que sua ideia seja algo sem precedentes, ela precisa entregar valor ao consumidor. Ou melhor, o consumidor precisa perceber o valor do produto. O valor percebido pode ficar claro para a...