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Mostrando postagens com o rótulo propaganda

Os mestres já foram superados?

 O “novo marketing” que estamos conhecendo já há alguns anos vem trazendo desafios inéditos aos profissionais do setor. E cada vez mais questionando as teorias daqueles que o conceituaram  Sobre a publicidade: Há alguns meses uma entrevista do genial publicitário brasileiro Washington Olivetto à Época Negócios, ganhou destaque na imprensa por suas críticas ao uso excessivo de dados na propaganda em detrimento da criatividade. Olivetto argumenta que a publicidade atual está chata. Em uma segunda fala, ele diminui a importância dos influenciadores e dos creators atuais, apontando que são uma evolução dos “garotos-propaganda” do passado e não representam nada de novo. Nas falas dele: “Você pode ter até alguns personagens interessantes, mas são uma absoluta minoria, e estes vão desaparecer rapidamente”. Apesar de respeitar absurdamente toda a trajetória do publicitário, não há como eu discordar mais dele nesses dois dois pontos. Dados, marketing de influência e tecnologia é o que ...

A fronteira entre propaganda e entretenimento

Caminhamos para um mundo cada vez mais conectado e aberto, que nada faz lembrar a então realidade vivida antes do surgimento da internet. Lembram? Onde a única forma de comprar roupas era ir até a loja e ainda se vendiam enciclopédias de porta a porta. Hoje, por incrível que pareça, ainda tem muita empresa querendo vender essas enciclopédias, mas cada vez mais as portas estão fechadas. Não por falta de educação, mas simplesmente porque tem coisa muito melhor para fazer. O mundo das enciclopédias era um mundo linear. Onde a estratégia de vendas, de certa forma, não envolvia muito mistério e contava com uma concorrência controlada. Naquele tempo ou você comprava uma enciclopédia, ou não teria conhecimento. Hoje, dificilmente um negócio vai existir por muito tempo sem players disputando este espaço. E mesmo que não existam, a competição não é necessariamente entre concorrentes, mas com qualquer forma de entretenimento que dispute o tempo do consumidor. Não à toa que o fundador da Netflix,...

Mais rostos, menos logos

Cada vez mais as marcas vêm ganhando rostos, sejam eles internos, baseados na imagem de seu principal gestor, sejam externos junto a celebridades ou influenciadores. Tudo em busca de uma conexão e proximidade maior com seu público-alvo. É compreensível entender a preocupação das empresas em assimilar sua marca a uma personalidade ou celebridade em específico. O motivo é o risco do vínculo com a pessoa poderia comprometer a imagem da marca caso esta fique exposta a algum escândalo ou reputação ruim. Recente caso é o de Neymar, que no período do vexame na Copa do Mundo de 2018 até o escândalo com mulheres acabou perdendo importantes patrocinadores. A questão é que cada vez mais construir vínculo com o público-alvo se mostra necessário e aproximar marcas a pessoas vem sendo uma decisão cada vez mais trabalhada pelas empresas. A ação realizada pela Nike com o jogador de futebol americano Colin Kaepernick é um exemplo. Em 2016 o quarterback se ajoelhou durante a execução do hino n...

Quem vende o seu produto é a sua marca

Quatro fatores importantes para a construção de uma marca sólida Na terceira temporada da série House of Cards, enquanto Claire Underwood organiza sua campanha para uma determinada disputa eleitoral recebe importantes dados de sua equipe de marketing. Segundo pesquisas com eleitores, a imagem da candidata com cabelos loiros se mostrou mais simpática ao público do que com cabelo escuro e, consequentemente, traria mais votos. O resultado da pesquisa faz Claire mudar não apenas a cor do cabelo como também suas roupas, expressões faciais, discursos, etc. Sim, somos totalmente influenciados pela imagem que criamos de algo, não apenas na política, mas em tudo, inclusive empresas. Quanto mais uma marca se mostrar empática e agradável, mais confiaremos e teremos abertura para ela. O exemplo dado na série é um típico teste A/B, cada vez mais comum e utilizando hoje em dia, principalmente em meios digitais. Porém, ter uma imagem empática e próxima ao seu público é apenas o primeiro pa...

Mais propaganda, menos vendedores

A evolução na forma de comprar, o empoderamento do consumidor e as várias opções de na hora de escolher um produto vem deixando a figura do vendedor B2C cada vez mais em desuso, e sendo substituída por aquela que antes mais o auxiliava: a propaganda.   Cena comum no final de mês nas empresas:  reunião na segunda-feira para atualizar a meta e o que falta até o dia 30. Proposta arrojada do supervisor para motivar a equipe. Dá para alcançar os 100% e se pá, chegar a 105%. Quem bater 110% tem bônus. Vídeo motivacional, grito de guerra e todo mundo sai, um pouco alucinado, um pouco ansioso. “Hoje o comércio do seu José vai precisar me ajudar a fechar o mês...”. Cenários como este, que ainda são comuns, tem boas chances de sumir em um futuro próximo. O marketing 3.0 vem invertendo a lógica do processo de vendas e cada vez mais é a marca que precisa encontrar o cliente. Se tempos atrás a frase “produto bom se vende sozinho”, dava a entender que a propaganda em si não er...

Diga-me como anuncias, e direi como tua empresa é

Não são raros os casos de empresas que comprometem sua marca por ações ocasionais ou tomadas por impulso. Um branding bem executado é um branding bem construído. E quanto mais bem construído e claro, mais difícil cair nas pequenas armadilhas do mercado. Um dos princípios do marketing 3.0 definido por Kotler é claro e projeta uma relação sustentável entre empresa e consumidor. Muito disso pelo empoeiramento deste, que cada vez tem mais conhecimento sobre o que está comprando e quem está vendendo. Outro fator são as opções de mercado, que vem ocupando todos os nichos de consumo e produzindo produtos e serviços cada vez mais específicos e personalizados. Este cenário vem levando cada vez mais as empresas a trabalharem seu branding, ao ponto de redefinir seu conceito de marca ou até mesmo seu posicionamento de mercado. O marketing então deixa de ser desenvolvido de dentro da organização para fora, e passa a ser trabalhado em seu caminho inverso, ou seja, observando o mercado, e a...