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O Brasil precisa voltar a ser sede olímpica!

Diferente do que muitos pensam, o Brasil sim, tem solução: precisamos urgentemente criar um projeto para transformar o Rio como sede das Olimpíadas de 2024, caso não seja possível conversar com Tóquio para sediarmos ainda em 2020. É a única forma de trazer de volta um Brasil que dá certo. Talvez para os que não acompanharam intensamente os jogos, não tenham percebido a tamanha distonia de sensações. Mas para os brasileiros, que apaixonados por esporte como eu, peregrinavam entre os canais de esporte durante as duas semanas olímpicas, o que passamos hoje são seguidas e intermináveis duchas de água fria. Explico: A Olimpíada nos trouxe o que temos de melhor. E mostrou isso ao mundo da melhor forma possível! Tudo apareceu de maneira intensa na Cerimônia de Abertura dos jogos. Este, talvez o maior evento que nosso pais já apresentou. Naquelas três horas celebramos a nós mesmos. Contamos a nossa história e mostramos ao mundo o que nos faz únicos. Nossa vibração, nossa alegria, noss...

O Ano Mais Violento

Eu deveria ter assistido a esse filme de terno, tanto é a classe e sofisticação que cada cena “O Ano Mais Violento”, longa escrito e dirigido por J. C. Chandor apresenta a seu público. Trabalhado com uma fotografia fantástica de tons amarelos, o diretor compõe uma charmosa e obscura Nova York dos anos 80 por meio de uma câmera que parece deslizar frente aos olhos do espectador. Junto a isso, uma trilha sonora que mistura muito do R&B, blues e jazz característicos da região, complementa perfeitamente o cenário para a trama. O filme conta a história de Abel Morales (Oscar Isaac), um empresário do ramo do petróleo que durante a compra de um importante terreno para ampliar seu negócio, vê seus caminhões serem roubados misteriosamente e sua empresa ser investigada pela polícia local por possíveis irregularidades fiscais. Mais do que a luta por manter sua empresa nos trilhos, “O Ano Mais Violento” fala sobre os percalços que uma sociedade gananciosa oferece e o quanto é difícil s...

Volver

Falar de Almodóvar nunca é fácil. Uma das características do cineasta espanhol é seu atrevimento e coragem em propor nas telas seus conceitos e ideias. E é de atrevimento e coragem que se faz esse texto, ao tentar transpor em palavras um pouco de um dos filmes que mais aprecio em sua filmografia: Volver. Volver conta a história de Raimunda (Penélope Cruz), mulher casada e com uma filha de 14 anos, que ainda tenta superar a morte de sua mãe, enquanto cuida da tia. A personagem de Cruz, inclusive, é quem carrega o filme por completo e dá alma à trama. Cada cena da atriz renova o filme, que composto por um excelente roteiro, nunca deixa a história se esvair ou perder força. Não à toa, em muitas vezes vemos Penélope enquadrada ao centro da tela, tomando para si toda a sustentação do longa. Traduzindo essa percepção para a personagem Raimunda, é assim que ela também encara a sua vida. Uma vez que, mesmo com um casamento complicado, dificuldades financeiras crescentes e um passado...

Anomalisa

O problema de Anomalisa é que ele é um filme tão humano, mas tão humano, que incomoda de tão semelhante a realidade. E sim, estamos falando de uma animação em stop motion. Acontece que também estamos acostumados a ver no cinema a essência a vida, seus melhores momentos ou sua idealização. E isso faz com que quando ela é apresentada em sua forma crua, simples e... tediosa, não seja bem vista. Afinal, a magia do cinema não é justamente pular as partes chatas e mostrar o que realmente todos querem ver? Em Anomalisa, Michael Stone é um palestrante motivacional que passa por uma crise existencial e busca por algo diferente e que mude sua vida. Acompanhamos um dia de sua vida, durante uma estadia em Cincinnati, aonde fará uma palestra sobre técnicas de atendimento. O protagonista está infeliz, não se encontra no mundo e busca por algum “milagre” que o tire de um tédio insuportável. E desde o primeiro minuto de projeção somos jogados integralmente a este tédio. A proposta do diretor ...

Like a Rolling Stones

De acordo com a minha humilde opinião, o Rolling Stones não é a melhor banda de rock do mundo, mas definitivamente é a maior! Ninguém explica os mais de 50 anos de carreira de Mick, Keith, Ron e Charlie e ninguém explica como, depois de tanto tempo vivido, os quatro consigam fazer um espetáculo tão enérgico e vibrante quanto o ocorrido ontem em Porto Alegre. A música selecionada pelo público para a noite pareceu prenunciar as duas horas e vinte minutos que viriam. “Lets spend the night together” foi um convite dos músicos aceito de imediato a todos que lotavam o Beira-Rio. Mick Jagger não parou um segundo, e era impossível ficar parado vendo ele dançar, sapatear e fazer o moon walk no meio de uma chuva interminável que não quis deixar a festa, iniciando pontualmente junto com o show. Junto a eles toda a arquibancada estava de pé, ou gritando, ou aplaudindo, ou cantando, ou simplesmente saboreando aqueles momentos únicos e históricos. Junto a Mick, o carisma absurdo de Keith c...

She's a Rainbow

Texto de: 20/06/2010 Engana-se Sr. Mick Jagger, Ela não é como o arco-íris, Não posso compará-la. Um arco-íris aparece somente após as chuvas de verão, Ela me encanta nos momentos que menos imagino, Surpreendendo-me em cada frase. Um arco-íris tem sete cores. O olhar dela transparece uma única cor, que destrói qualquer outra palavra. Um arco-íris tem o céu como paisagem, depende do Sol para aparecer. Ela sozinha transforma qualquer ambiente, e o sorriso dela ilumina qualquer lugar. Um arco-íris esbanja sua beleza para qualquer um, Ele é comum, todo mundo conhece um arco-íris. Ela, guarda sua beleza a sete chaves, atrás do pote de ouro, poucos conseguem encontrá-la, muito menos decifrá-la. O Arco-íris, Sr. Jagger, não dura mais de dez minutos. O gesto dela ou o toque de sua pele me perseguem pela vida inteira. Então, Sr. Jagger, não me faça perder mais tempo tentando compará-la com seu fraco e mesquinho arco-íris. Pois o seu arco-íris, eu encontrarei no pró...

Apostas Oscar 2016

Mais um Oscar pela frente e segue a tradição das apostas na premiação. Não consegui ver vários dos indicados, uma pena. Ao final, as notas aos filmes assistidos: Melhor filme Indicados: "A grande aposta" "Ponte dos espiões" "Brooklyn" "Mad Max: Estrada da fúria" "Perdido em Marte" "O regresso" "O quarto de Jack" "Spotlight: Segredos revelados" APOSTA: "O regresso" TORCIDA: "Mad Max: Estrada da fúria" Melhor ator Indicados: Bryan Cranston ("Trumbo") Matt Damon ("Perdido em Marte") Leonardo DiCaprio ("O regresso") Michael Fassbender ("Steve Jobs") Eddie Redmayne ("A garota dinamarquesa") APOSTA: Leonardo DiCaprio ("O regresso") TORCIDA: Leonardo DiCaprio ("O regresso") Melhor atriz Indicados: Cate Blanchett ("Carol") Brie Larson ("O quarto de Jack") Jennifer...