Pular para o conteúdo principal

Postagens

She's a Rainbow

Texto de: 20/06/2010 Engana-se Sr. Mick Jagger, Ela não é como o arco-íris, Não posso compará-la. Um arco-íris aparece somente após as chuvas de verão, Ela me encanta nos momentos que menos imagino, Surpreendendo-me em cada frase. Um arco-íris tem sete cores. O olhar dela transparece uma única cor, que destrói qualquer outra palavra. Um arco-íris tem o céu como paisagem, depende do Sol para aparecer. Ela sozinha transforma qualquer ambiente, e o sorriso dela ilumina qualquer lugar. Um arco-íris esbanja sua beleza para qualquer um, Ele é comum, todo mundo conhece um arco-íris. Ela, guarda sua beleza a sete chaves, atrás do pote de ouro, poucos conseguem encontrá-la, muito menos decifrá-la. O Arco-íris, Sr. Jagger, não dura mais de dez minutos. O gesto dela ou o toque de sua pele me perseguem pela vida inteira. Então, Sr. Jagger, não me faça perder mais tempo tentando compará-la com seu fraco e mesquinho arco-íris. Pois o seu arco-íris, eu encontrarei no pró...

Apostas Oscar 2016

Mais um Oscar pela frente e segue a tradição das apostas na premiação. Não consegui ver vários dos indicados, uma pena. Ao final, as notas aos filmes assistidos: Melhor filme Indicados: "A grande aposta" "Ponte dos espiões" "Brooklyn" "Mad Max: Estrada da fúria" "Perdido em Marte" "O regresso" "O quarto de Jack" "Spotlight: Segredos revelados" APOSTA: "O regresso" TORCIDA: "Mad Max: Estrada da fúria" Melhor ator Indicados: Bryan Cranston ("Trumbo") Matt Damon ("Perdido em Marte") Leonardo DiCaprio ("O regresso") Michael Fassbender ("Steve Jobs") Eddie Redmayne ("A garota dinamarquesa") APOSTA: Leonardo DiCaprio ("O regresso") TORCIDA: Leonardo DiCaprio ("O regresso") Melhor atriz Indicados: Cate Blanchett ("Carol") Brie Larson ("O quarto de Jack") Jennifer...

David Bowie

Soube cedo da notícia, o que me permitiu viajar ouvindo Starman no volume máximo do carro. A viagem me fez lembrar de dois episódios envolvendo David Bowie: o primeiro muito cedo, quando ele surgiu na minha vida travestido de Astronauta de Mármore, na banda que tranquilamente foi a primeira a me tornar fã. Levei anos até descobrir que a música era uma regravação sua. O que abriu minha visão aos tantos universos criados por Bowie. O segundo foi muito tarde, ao assistir no fim do ano o filme “Perdido em Marte” e reencontrar Starman, aí como trilha sonora cinematográfica. O fato de gritar em silêncio os versos da música em um cinema lotado reviveu o peso e a grandiosidade de Bowie. Ouvi Blackstar no Spotify no último sábado. Um dia depois de seu lançamento e dois dias antes de sua morte. Mesmo lutando contra um câncer que há tempos o atormentava, a perda de Bowie é irreparável. Dentre tantos estilos próprios, sua identidade alienígena, com músicas falando sobre o espaço, estrelas a pl...

21:05

Sábado, 21:05, Trecho Carazinho – Passo Fundo, Km-25 Depois de um dia cansativo, porém recompensador, a rotina de retornar para casa pela RS-285, mantém-se inalterada. A música no rádio anima os 45 km que separam partida de chegada. O dia já é quase noite quando as luzes do farol iluminam um sujeito solitário no meio do nada, seguido por um cachorro. O seu andar é lento e vagaroso, sem pressa e sem destino. O cachorro segue atrás, também a passos lentos, parecendo acompanhar a jornada de seu provável dono. A música parece não animar mais, o volume diminui e o silêncio toma conta. O dia até então foi animado, bonito e inspirador. Até aquele momento, onde aquela cena faz perder o sentido de todas as 21 horas passadas. Em minutos a escuridão tomaria conta, em minutos o frio chegaria mais forte, em minutos a chuva chegaria e em minutos a única luz a ser vista por aquele andarilho era a dos faróis dos carros que cortam seu caminho. Dos faróis que por segundos passam pela sua vi...

Song for Someone

Pois é, O texto tem um teor pessimista, e por esse motivo é interessante que ele não seja muito longo e tome muito do tempo de quem o lê. Que seja então breve, curto, mas que não perca em si a sua essência e propósito. Bono, compôs ano passado a música “Song for Someone”, na qual apresenta a seguinte frase: “há um mundo que não podemos sempre ser”. No contexto dos demais versos, o autor mostra-se desanimado com a sua realidade, e coloca em dúvida exatamente o que nos motiva a viver o cotidiano. Por mais que sejamos propensos a um futuro otimista, construímos essa visão com base na realidade pela qual vivemos, que colocada em proporção com o restante do mundo é ínfima. Mesmo assim a tratamos como verdadeira, visto que se tratar do meu mundo, analisado sob o meu ponto de vista. A mídia contribui com isso. Quando não vemos o mundo a nossos olhos, o enxergamos aos olhos dela. Aí, de certo modo, a coisa muda. Vemos uma realidade mais ampla, sobre outros aspectos e pontos de vist...

Vamos falar sobre isso?

Em 2010 fui ao show do Paul McCartney, em Porto Alegre. Fui sabendo que seria a primeira e talvez a última vez que veria um beatle vivo na minha frente. Seria uma experiência única então precisaria aproveitar cada minuto, cada segundo. Pensando nisso, levei minha câmera digital e meu celular, claro. No entanto, quando o show começou, por mais que o estádio inteiro ao meu redor estivesse de câmeras e celulares a postos para filmar aquele momento histórico, optei por registrá-lo apenas com os olhos. Não tenho nenhuma foto e nenhum vídeo daquele show. A lembrança que tenho de Paul está na minha memória. Aproveitei todos os instantes, guardei comigo todas aquelas emoções que vão durar a vida inteira, e quando der vontade de rever qualquer momento, tenho a mordomia de assistir pelo Youtube todos os vídeos lá gravados e por consequência, publicados.                 O motivo da lembrança é este vídeo aí em...

A educação brasileira e o audiovisual

Já não é novidade que a internet mudou totalmente o mundo em que vivemos. Além da mudança tecnológica, passamos por uma importante mudança social, que ainda estamos começando a entender. O modo como nos mantemos informados é um exemplo disso. Antigamente era comum em locais públicos encontrar jornais e revistas, a informação de credibilidade estava lá, impressa e tangível. Era um método fácil de ficar informado. Precisávamos basicamente de uma lógica de interpretação de textos, esta aprendida na escola, para decorrer os olhos sobre as gigantescas matérias e reportagens. Quanto mais caracteres, mais credibilidade ela era. Ainda temos em mente a imagem do intelectual que cruzava as pernas com um jornal standard no colo para se “atualizar” sobre o mundo. Digo “temos em mente” por que ver essa imagem ao vivo é cada vez mais raro. O intelectual hoje pode fazer o mesmo exercício manuseando um tablet, teclando no notebook ou acessando o smartphone. No entanto, nem só de “palavras...