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Colorado!

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Se

Não a conheci frente ao tapete vermelho do Festival de Cannes, muito menos passeado num sábado à tarde pela Hollywood Boulevard em Los Angeles. Se a conheci, provavelmente tenha sido em uma manhã fria de domingo, daqueles que parecem não existir e vista somente em filmes com um bom trabalho de iluminação e uma fotografia bem acabada. Note que iniciei esta última frase com “se”, este “se” é explicado diante minha indecisão sobre sua existência. Compreendo que seja confuso para quem lê a primeira vez. Mas não a mim, que terei por bem, explica-la no decorrer do texto. Já há algum tempo convivo com pessoas! Todas com seus traços, perfis, defeitos e qualidades. A esta encontro um trabalho por si ímpar a tudo o que acompanhei desde a sonhada manhã fria de domingo. Domingo, pelo dia ser atípico, quase como um vislumbre de outro modo de vida o qual é passado sem ser percebido todo início de semana. Manhã, por ser ela a parte do dia que mais é injustiçada. Mesmo dedicando algumas das visões...

Em Busca Da Juventude Perdida

Não meu caro adolescente, o mundo não esqueceu de você. Ele clama por ti pequena mente ilustre e boba. Eis a fase da vida onde tudo é maravilhoso, E ao mesmo tempo monótono. Vive um espaço de tempo que parece correr, Mas que baila em passo cadenciado, Em marcha lenta. Vive no estado de tempo mais delicado da vida, Onde o futuro tem sabor doce, E o passado parece ficar a quilômetros de distância. Sofre de incompreensão, inconformismo. Esta sozinho no mundo em seus pensamentos, Rodeado por infinitos amigos quando sai deles. Eleva-se ao extremo de encontro a luzes e sons. Rebaixa-se a inércia quando o clarão no fim do túnel parece mais longe do que pensou. Vive uma vida de estrela de cinema, Enquanto a diversão vem mesmo em chuva ou pés descalços. Tens o dom de ser rei, Mesmo quando é declarado vassalo. Viva o mundo insigne e nobre alma, Viva ele enquanto podes, Adolescência é paixão e descoberta, De um tempo que corre, voa, Sem...

Breathe

Da fonte que se eleva a vida, De tudo que percorre o mundo Seja pelo ar ou pelo mar Vivo um sonho Que como qualquer outro Tende a se esgotar Da renúncia ao real Desde o declínio humano A um final de tarde desprezado Elevo-me ao sobejo extremo Em uma noite de bom som e vinho. As badaladas do relógio virtual Abrem-me portas a um mundo que é meu por direito Deito-me sobre ele, e ali fico. No resguardo das estrelas Entoando uma vida irreal Sem final feliz, mas de índole nobre A manhã me acorda para um regresso ao mundo onde tudo é tangente aguardo o tempo passar transfigurado em um ser de normas e moral até ao seguinte anoitecer quando o sonho volta a ser sonhado, e a vida novamente repousa.

Relato

O que move o homem não é o estar É o ser Movido por forças que contraem O que se imagina Rebaixado por insanos Que permitem Transtornado por fatos Que reprovam O que move o homem é o céu Que inspira e provoca É o tempo Que atordoa que intriga É a lagrima Que dói e aflige A chuva é um fator O vento é um fator A fumaça um fator Fútil habitante da noite Que se obriga a viver do dia Imprestável senhor dos sons Que silencia tudo o que sente Viver se resume em criar situações E esquecer-se de vivê-las Viver momentos é menosprezar o todo Viver o todo é esquecer o sentido do prazer Uma noite, Um espaço de tempo, Uma vida, Um segundo! O que move o homem não é a vida, É a morte!

Sob Um Céu de Blues...

Talvez fosse a chuva e aquele clima ficcional formado por ela em conjunto a uma noite cinzenta de um inverno gelado. Ao mundo, era mero figurante ao qual contracenava junto à soberania dos demais protagonistas em cena. Uma parada de ônibus vazia, uma longa baforada de cigarro e tudo que prossegue pertence àquela visão, a qual me via atuante. De cenário rotineiro a muitos para irreal a poucos, este me valeu o papel e a caneta para transcrever minha pequenez, transparecer tal fragilidade, tomar nota de algo que não é meu, tampouco daquele qual viveu certo passado. O que escrevo pertence apenas aquela noite, a qual por meros segundos fiz parte. O cheiro de chuva conforta. Tudo o que queria era estar só, fazer-me grão-maior do pouco que era. Aquele espaço de tempo me elevou a outro mundo, este sem propósito, apenas como uma visita a um cenário do qual já sabia o caminho, mas não como encontrá-lo. Alívio! De saber de sua existência, de modo inconsciente, mas que leva peso ao entrar em...

Sonhos

A minha relação com eles não foi lá das mais amigáveis. Irritava-me quando chegava à escola pela manhã e ouvia todos meus colegas contando histórias sobre eles e eu sem uma para ao menos guardar de lembrança. Confesso que eles têm parte importante na minha vida. Adorava quando neles estava, e odiava quando os mesmos acabavam ou como na maioria das vezes, eram interrompidos. Lembro-me de quando voltava deles rindo alto, assustado, às vezes triste por voltar à realidade, atordoado, chorando, desesperado, animado, reflexivo... Mil e uma feições com certeza, nenhuma de razão comparável. Quando neles estava, a realidade era incrível, parecia estar vivendo-os realmente, mas ao primeiro segundo de retorno a “terra firme”, eles viravam uma lembrança vaga, que iria se apagar completamente durante os cinco minutos seguintes. Lembro-me de varias situações, mas a que mais me causa estranheza ocorreu quando ao voltar, sem despertador e nenhum barulho aparente, sob um profundo silêncio, abro...