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Mostrando postagens com o rótulo interpretação audiovisual

Volver

Falar de Almodóvar nunca é fácil. Uma das características do cineasta espanhol é seu atrevimento e coragem em propor nas telas seus conceitos e ideias. E é de atrevimento e coragem que se faz esse texto, ao tentar transpor em palavras um pouco de um dos filmes que mais aprecio em sua filmografia: Volver. Volver conta a história de Raimunda (Penélope Cruz), mulher casada e com uma filha de 14 anos, que ainda tenta superar a morte de sua mãe, enquanto cuida da tia. A personagem de Cruz, inclusive, é quem carrega o filme por completo e dá alma à trama. Cada cena da atriz renova o filme, que composto por um excelente roteiro, nunca deixa a história se esvair ou perder força. Não à toa, em muitas vezes vemos Penélope enquadrada ao centro da tela, tomando para si toda a sustentação do longa. Traduzindo essa percepção para a personagem Raimunda, é assim que ela também encara a sua vida. Uma vez que, mesmo com um casamento complicado, dificuldades financeiras crescentes e um passado...

A educação brasileira e o audiovisual

Já não é novidade que a internet mudou totalmente o mundo em que vivemos. Além da mudança tecnológica, passamos por uma importante mudança social, que ainda estamos começando a entender. O modo como nos mantemos informados é um exemplo disso. Antigamente era comum em locais públicos encontrar jornais e revistas, a informação de credibilidade estava lá, impressa e tangível. Era um método fácil de ficar informado. Precisávamos basicamente de uma lógica de interpretação de textos, esta aprendida na escola, para decorrer os olhos sobre as gigantescas matérias e reportagens. Quanto mais caracteres, mais credibilidade ela era. Ainda temos em mente a imagem do intelectual que cruzava as pernas com um jornal standard no colo para se “atualizar” sobre o mundo. Digo “temos em mente” por que ver essa imagem ao vivo é cada vez mais raro. O intelectual hoje pode fazer o mesmo exercício manuseando um tablet, teclando no notebook ou acessando o smartphone. No entanto, nem só de “palavras...