Manchester à beira-mar é o mais recente título que se enquadra em meu mais novo e favorito gênero fílmico: os filmes humanos. E justamente o fato de ser tão humano que o torna tão difícil assim de ser digerido. Ao longo de suas duas horas de duração somos jogados a realidade de Lee Chandler (Casey Affleck), um zelador que vive em Boston e se vê obrigado a retornar a Manchester, sua cidade natal, ao saber da morte de seu irmão. O roteiro aqui não apenas nos apresenta ao protagonista, mas insere o público dentro de sua rotina com alguém que fica observando tudo de perto. São poucos os momentos em que a câmera não o acompanha a menos de três metros de distância. E de tão próximo, de imediato ficamos sedados por uma rotina medíocre e totalmente tediosa. O diretor Kenneth Lonergan insiste nesse contexto e é ajudado por uma trilha sonora dramática e uma fotografia que não foge dos tons cinzentos e apagados. O inverno de Manchester traz um branco anestésico, e o sol quase nunca ...
Textos sobre marketing, branding e cinema