Talvez deva procurar ajuda, tirar umas férias, sair de bicicleta com uma mochila nas costas, sei lá o que. O que sei é que continuar esperando o inesperado talvez não seja uma ideia tão genial como imaginei. É segunda feira, quase meia noite, a noite que se desenhava calma vira tempestade de uma hora pra outra! O vento lá fora, forte e assustador parece dizer algo ao qual não compreendo, que insisto decifrar. 10, 20 minutos se passaram e aquele assovio agudo, aquele céu escuro e as luzes dos apartamentos acendendo e apagando me hipnotizam, não há como voltar para dentro de casa sem antes entender o que tudo aquilo significa. Talvez nada, com certeza uma simples manifestação da natureza, mas para quem espera o inesperado, tudo é um sinal. O vento me disse várias coisas enquanto o escutava, e continua dizendo enquanto escrevo. Desde a época em que ele fazia levantar a capa de super-heroi, ou a toalha do banho a qual era amarrada ao pescoço nos bons tempos da infância, até quando, ao bate...